sábado, 14 de junho de 2008

Alinações do's meu's corpo's

Alienações do's meu's corpo's

Alienações do’s meu’s corpo’s

Sigo tão alienado, pelo não ser ou pelo não entender o porquê de ter que dizer, falar, viver sorrindo. Enfim tendo que satisfazer aos desejos dos outros.
Sigo este caminho sem perceber que a cada dia não sou mais quem um dia pensei que fosse.
Pois neste fosso, é que me encontro mergulhado no breu da lama podre da falsidade, falsidade de minha mente para com o meu corpo.
Refugio-me por trás de um fantoche que fala, diz o que pseudamente pensa que pensa, mas que nada tem na mente ao não ser a esquizofrenia do constante imaginar no vazio do corpo e da alma, na obscuridade animalesca da selvageria (DES) humana.
São tantos os conflitos e as alienações dentro de meu’s corpo’s, que chego a clamar pela boa vinda senhora morte, mas dou-me por conta que nem mesmo ela poderá resolver esse imenso impasse.
Quem de fato sou e por que pensar ? E tendo ser quem nunca fui?
Sigo caminhando neste desfiladeiro beirando o fino fio da navalha da loucura e da sanidade social, que para mim é mera hipocrisia deslavada.
Caminho sentindo um irrisório prazer no deleite da carne, mas logo vejo que nada resolverá os problemas e as minhas alienações do’s meu’s corpo’s.
Apenas espero e busco não demonstrar o meu sofrimento para os que nada tem haver e nem o porquê de sofrerem por minha causa.
Adriano orlando casado marques.
Santana do cariri, 23/04/2008.